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  • Pensar a Dois

Entendendo a linguagem do corpo


Muitas são as expressões do corpo quando querem nos dizer algo. Mas é tão difícil captar essas mensagens...


No artigo anterior (https://bit.ly/pensara2_comovoarsem_sairdolugar) falei sobre as minhas dores nas costas e as mensagens que consegui decodificar delas.


Muito bem, as dores se estenderam pelo corpo por alguns dias, pensei em várias hipóteses, como por exemplos elas serem sintomas de uma nova pílula que passei a tomar por recomendação médica, até uma possível depressão ou fibromialgia.


Mas o que tenho observado é que as dores podem ser sinais refletidos da minha alma no meu corpo. Sem descartar as demais possibilidades. Especialmente a pílula, pois nunca me dei muito bem com elas.


Bom, falei no último artigo sobre as dores nas costas relacionadas às minhas asas, aos meus voos interrompidos. E cada dia mais vejo que essas dores, não somente nas costas, estão relacionadas a minha irritação e não aceitação da falta de tempo para mim, para minhas atividades e trabalho. O não poder sair, ver e trocar com outras pessoas é doloroso.


Na quarentena, as atividades domésticas e o maternar se tornaram mais intensas. Todos em casa 24 horas por dia demanda mais sujeira para limpar e mais comida para fazer. Sem contar a atenção exigida pelo filho. Eu e o meu marido estamos ralando com essa demanda externa e interna.


Cada dia mais entendo que as tarefas domésticas com intensidade adoecem o meu corpo porque a minha mente não aceita. Sou muito mental e a mente demanda muita energia, se eu esgoto minhas energias físicas, minha mente não flui e me leva à exaustão mental.


Limpar todos os dias o pó que incessantemente invade o nosso apartamento, bem como todas as outras atividades diárias, para mim, é um fator esgotador. Eu já havia percebido isso muito antes, mas com a intensificação nesta quarentena, pude constatar esse fato.


Porém, como não há muito o que fazer, tento me equilibrar com alguns recursos. Em especial, com o autocuidado com o corpo.


Nunca fui muito de me cuidar. Minha mãe sempre me disse: você cuida perfeitamente dos outros, mas não consegue cuidar de você. Fato!!! Mãe sabe tudo, né gente?


Percebo cada vez mais que quando cuido um pouco do meu corpo e mente, o mínimo que seja, já me faz fluir melhor. Desperta a criatividade e alivia as dores.


Então, tento me obrigar ao alongamento do esqueleto todos os dias. Tem que ser um horário sagrado. Virou uma disciplina.


E também aceitei um conselho da minha mãe e posteriormente de uma amiga que trabalha com o autoconhecimento para mulheres, Ju Sherilan, que criou um ebook para o autocuidado junto a @dreamcoaching. Elas me despertaram para a dança nesse período. Não uma dança coreografada, mas simplesmente movimentar o corpo do jeito que você quiser e sentir.


E eu sempre fui apaixonada por dança. Já fiz aulas de dança de salão. Dancei zouk e salsa, minhas preferidas. E um pouco antes da pandemia, fazia aula de dança com consciência corporal e autoconhecimento, um projeto lindo, liderado com muito carinho pela professora Camila Andrade @camilaandradeoficial.


Mas não tinha atentado para esse movimento na quarentena.


Bom, veio a dança. Ou melhor, o balanço do corpo.


Quase dois meses de quarentena, e decidi dançar vendo por alguns minutos a live do Lulu Santos. Sim, alguns minutos, pois aqui, quando o Pedro (meu filho) não quer fazer algo junto, ele não me deixar fazer sozinha.


Mesmo ao som da música misturado com: “para de dançar mamãe”, a dança fluiu. Foi pouco tempo, mas o suficiente para confirmar o que a minha mãe e amiga já haviam confirmado: dançar alivia o estresse e faz muito bem para a alma.


“Abra suas asas, solte suas feras...”


Isso é autocuidado.


Existe algo mais relaxante do que boa música e dança?


Aprendi recentemente no curso de Inteligência emocional da Escola Conquer, que, a consciência corporal é também uma técnica para a felicidade. Melhora a motivação e os sentimentos de maestria, reduz o estresse e a ansiedade. Ajuda a entrar no fluxo.


O alongamento do corpo, além de despertar os músculos, desperta a mente e a criatividade. Falei disso no texto anterior. Olha que sincronicidade!


Com o passar dos dias, os ânimos ficam mais alterados, são muitos sentimentos misturados. A impaciência pode vir com mais frequência. São muitas coisas e preocupações juntas.


Então, nos resta, além de tudo isso, reservar um tempinho ao longo de cada dia, para conversar com a gente mesmo. Olhar para dentro e procurar entender as linguagens do corpo e da nossa alma.


Bom, estou aqui a monitorar e saber mais sobre essas dores, que, hoje, estão super aliviadas. Que assim elas sigam o fluxo do ir embora, à medida que vou entendo e conversando com elas.


E você? Quais dores ou sintomas no corpo percebeu de diferente durante esta quarentena?

Priscylla Spencêr

Especialista em Facilitar Transformações, entusiasta nos assuntos sobre a relação humana e autoconhecimento e especialista em mapear processos e sentimentos.

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